Pelo menos 23 pessoas "executadas sumariamente"

Pelo menos 23 pessoas foram "executadas sumariamente" no domingo por forças do regime sírio, durante os ataques a vários bairros de Damasco e alguns corpos apresentavam marcas de tortura, afirmou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
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"Dezasseis pessoas, na maioria com menos de 30 anos, foram executadas sumariamente a tiro no domingo em Mazzé no âmbito das perseguições feitas por tropas governamentais" a oeste da capital, disse à France Presse Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH, sem estar em condições de afirmar se são civis ou rebeldes.

Mais sete pessoas foram executadas em Barzé (nordeste), indicou.

Os corpos de algumas das vítimas apresentavam sinais de tortura, disse a organização que tem sede na Grã-Bretanha e recebe informações de uma rede de testemunhas e ativistas na Síria.

A agência oficial Sana anunciou a noite passada que o exército restabeleceu a segurança na área de Razi, no bairro de Mazzé, "limpando a zona de grupos terroristas que aterrorizavam os habitantes e atacavam as suas casas".

Perto de Damasco, foram ainda descobertos 15 corpos não identificados na localidade de Maadamiyat al-Cham, alguns com as mãos atadas e outros apunhalados, referiu o OSDH.

A Amnistia Internacional (AI) apelou hoje aos envolvidos no conflito na Síria para pouparem os civis e todos os que não participem diretamente nos combates.

"Numa altura em que o conflito se intensifica em muitas regiões da Síria entre as forças governamentais e o Exército Livre da Síria, a Amnistia lembra a todas as partes que é imperativo respeitar as leis humanitárias internacionais com o objetivo de poupar civis e todos os que não participem diretamente nos combates, minimizando o sofrimento", referiu a AI em comunicado.

"Os superiores e os comandantes (dos dois lados) têm o dever de evitar e, se necessário, pôr fim a crimes de guerra cometidos pelos que estão sob as suas ordens, correndo o risco de serem responsabilizados penalmente", segundo o texto.

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